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7 de fev. de 2012

Gustavo Taretto, diretor de Medianeras, chega hoje em São Paulo

Gustavo Taretto chega hoje em São Paulo para uma maratona de eventos e entrevistas. Diretor do aclamado Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual, Taretto é um cronista de nossa época que retrata os males da cidade argentina Buenos Aires em tom tragicômico e encantador.
O tema de Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual - dirigido e roteirizado por Taretto - é universal. O diretor encontra a beleza no caos, entre as medianeras, entre as deformidades arquitetônicas dos edifícios de uma cidade que da as costas para o seu próprio rio.

Uma história de solidão narrada pelos personagens Martin (Javier Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala), que são perfeitos um para o outro porém não se conhecem devido a vida turbulenta da cidade grande, a depressão e a internet - que permite que as pessoas não precisem sair de casa para nada, como faz Martin.
Gustavo Taretto ao lado de Pilar López de Ayala no Festival de Berlim em 2011.

A solidão urbana, as aflições, os anseios e a depressão, tudo é retratado de forma descontraída em forma de poesia visual, junto a uma ótima trilha sonora composta por "True Love Will Find You in The End" de Daniel Johnston e a clássica "Ain't no Mountain High Enough" de Marvin Gaye.
Medianeras é o primeiro longa-metragem de Gustavo Taretto - anteriormente produtor de curtas-metragens - que estará em São Paulo a partir de hoje onde participará de uma entrevista na TV Cultura.
Amanhã o diretor estará na Academia Internacional de Cinema (AIC) em uma palestra sobre “Cinema argentino: co-produções, captação, distribuição e estética contemporânea”, seguido da exibição do filme na Reserva Cultural com bate-papo com Taretto.

Dia 09 de fevereiro o diretor estará na 2001 Vídeo para um "debate-papo" On/Off – Relacionamentos na Era Virtual, que também conta com a presença da filosofa Marcia Tiburi

Para quem perdeu, Medianeras continua em cartaz em São Paulo (Reserva Cultural) Brasília (Espaço Itaú BR) Rio de Janeiro (Cine Joía; Estação Sesc Botafogo) Salvador (Cine XIV) e Londrina (Cine Com-Tour) e estará em breve em DVD.

26 de jan. de 2012

Gustavo Taretto, diretor de Medianeras, estará em São Paulo em fevereiro

Diretor de Medianeras -Buenos Aires na Era do Amor Virtual, Gustavo Taretto estará em São Paulo em fevereiro para palestras, bate-papo e agradecimento ao público pelo grande sucesso do filme argentino no Brasil.
Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual é um daqueles filmes que supera nossas expectativas: Abordando um tema atual e de forma cômica, Martin (Javier Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala) incorporam - como os personagens principais - problemas que encontramos com a valorização de nossas relações virtuais, tais como a solidão, o isolamento desproposital e a dificuldade dos relacionamentos fora da internet. 
Pilar López de Ayala e Javier Drolas são Mariana e Martin em Medianeras. 
Diante disto, Gustavo Taretto virá ao Brasil e dará uma palestra com o tema "Cinema argentino: co-produções, captação, distribuição e estética contemporânea" na Academia Internacional de Cinema (AIC) no dia 8 de fevereiro e estará em seguida na Reserva Cultural onde Taretto agradecerá o público em uma sessão especial do filme Medianeras, seguido de uma festa temática em homenagem ao sucesso do filme.

Outro evento com o diretor de Medianeras na locadora 2001 Video (Avenida Sumaré, 1744 – Perdizes) será realizado no dia 9 de fevereiro. Um bate-papo com Gustavo Taretto e a filósofa Márcia Tiburi, às 20h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone (11) 3873 2017 ou no local.sobre o filme Medianeras comemorando o lançamento do longa em DVD.

Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual continua em cartaz. Veja em quais cinemas o filme está sendo exibido.

1 de nov. de 2011

Medianeras e a interferência da arquitetura de "caixas de sapato" na vida urbana

"Buenos Aires cresce descontrolada e imperfeita. É uma cidade superpovoada num país deserto. Uma cidade onde se erguem milhares e milhares de prédios...sem nenhum critério. Ao lado de um muito alto, tem um muito baixo. Ai lado de um racionalista, tem um irracional. Ao lado de um em estilo francês, tem um sem estilo. Provavelmente essas irregularidades nos refletem perfeitamente."
Essa reflexão de Martin (Javier Drolas) dá início ao filme Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual, primeiro longa-metragem de Gustavo Taretto - publicitário, que dá um toque diferente ao filme - que faz uma sutil, porém profunda, reflexão sobre como a arquitetura dos apartamentos minúsculos "caixas de sapato", como o próprio personagem associa, refletem diretamente nas separações, nos divórcios, na violência familiar, no excesso de canais a cabo, na falta de comunicação, falta de desejo, a apatia, a depressão, os suicídios, as neuroses, os ataques de pânico, a obesidade, a tensão muscular, a insegurança, a hipocondria, o estresse e o sedentarismo, sintomas descritos por Martin, decorrentes de uma modernidade conectada e "preocupada" com a comodidade do indivíduo, que acaba os acomodando demais a ponto de viverem em caixas de sapato, e não precisarem sair nem para comprar sua própria comida.
Esse cenário é comum em grandes cidades, não só em Buenos Aires, mas acontece também no Brasil. O paralelo foi traçado pelo jornal O Globo em parceria com o programa Morar Bem que propôs a alguns especialistas uma reflexão sobre a vida dos cariocas em seu espaço urbano.

Gustavo Taretto em entrevista para O Globo declarou: "O Rio me fascina, porque convive harmoniosamente com a natureza, e isso dá um ar mais tranquilo às pessoas. Quem tem uma só janela está condenado a um único ponto de vista, ao passo que quem abre uma janela amplia sua visão."
O estudo feito no entanto, comprova que de fato os imóveis estão cada vez menores. O tamanho dos apartamentos no estado do Rio de Janeiro, por exemplo, diminuiu na última década em média 13% e que o improviso de abrir janelas nas empenas cegas de edifícios é, naturalmente, proibido por leis municipal e federal, mas acaba sendo adotado pelos moradores que necessitam de mais luz e ar dentro de seus minúsculos apartamentos. 
"Irregularidades estéticas e éticas. Esses prédios, que se sucedem sem lógica demonstram total falta de planejamento. Exatamente assim é a nossa vida, que construímos sem saber como queremos que fique."
A inabilidade das relações humanas, e a superficialidade destas, assim como todos os sintomas descritos por Martin, são características de cidades que, já tão aglomeradas, crescem para cima em apartamentos minúsculos e cada vez mais compactos, onde temos espaço apenas para exercer nossas mais básicas funções: Nos alimentar, dormir e entrar na internet. Portanto, cabe a nós abrirmos a medianera necessária e expandir nosso olhar - e vida - para que possamos, mesmo em nossas caixas de sapato, viver harmoniosamente com nossas grandes cidades caóticas. 

Não perca Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual em cartaz nos cinemas.

22 de set. de 2011

Medianeras: Filme que você não pode perder!

Medianeras estreou há quatro semanas e muitas pessoas encantadas o indicam como um dos filmes que não se pode perder esse ano.

Medianeras , filme que aborda o paradoxo da vida online, conectada a tudo o tempo todo, que ao mesmo tempo nos afasta dos relacionamentos na vida "real", é também sucesso de crítica 2011, e muito se deve aos atores que ajudam a constituir tão bem a apatia que parece tomar conta de toda essa geração que tudo faz via internet.
Javier Drolas interpreta Martin, que começa o filme fazendo uma incrível reflexão sobre a arquitetura de Buenos Aires, que serve para qualquer grande metrópole: Fala sobre os cubículos em que vivemos nas cidades, na falta de padrão arquitetônico, onde uma igreja barroca fica ao lado de uma construção futurista, e os prédios ficam cada vez mais altos e com mais apartamentos que mais parecem caixas de sapato.
Além das irônicas situações que Gustavo Taretto coloca Martin (Javier Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala), Medianeras usa e abusa de referências nerds e pops como "Star Wars", "Astroboy", e principalmente "Onde Está Wally?" livro que serve como inspiração para o pôster de Medianeras e como terapia para Mariana que a certa altura se questiona: Se até no livro, mesmo sabendo quem está procurando, nunca consegue encontrar o "Wally" na cidade, imagina encontrar alguém na cidade de verdade, sem nem saber quem está procurando.
Tudo isso junto a uma trilha sonora incrível. As músicas do filme Medianeras vão da esperançosa "True Love Will Find You In The End", de Daniel Jonhston até "Ain't no Mountain High Enough" de Marvin Gaye.

Por esses e outros motivos Medianeras é um dos filmes que não se pode perder nos cinemas. Sucesso de crítica 2011, e estrelado pelo ótimo Javier Drolas, Gustavo Taretto conseguiu incorporar referências, angústias, e comportamentos derivados da modernização de nossas vidas e consequentemente relações e transformou em um filme com um humor inteligente, tragicômico, que provavelmente em algum aspecto se encaixa com o estilo de vida de cada um dos que o assiste.


31 de ago. de 2011

Entrevista com Javier Drolas, o Martin de "Medianeras"

O filme "Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual" estreia neste dia 02 de setembro, próxima sexta-feira, e conta uma história de amor nos moldes atuais.
No filme poderemmos conhecer Mariana e Martin, personagens de Pilar López de Ayala e Javier Drolas, e suas idas e vindas por Buenos Aires, em busca do amor. Ele, que esteve no Brasil para o Festival de Gramado, deu uma entrevista exclusiva ao site Cine Pipoca Cult, que vocês podem conferir a seguir:

Fale um pouco do seu personagem, Martin, como foi a composição dele?
Javier: Martin é um “fóbico em vias de recuperação”. É um homem sensível, com muita vida interior, para quem é difícil exteriorizar seus sentimentos. Está se recuperando de uma separação que o deixou deprimido e com medo de não poder se relacionar novamente com o mundo. Para compor o personagem o diretor me deu algumas referências. Elas tinham em comum justamente isso: personagens carismáticos e que tem dificuldade em tomar decisões que quebram com o estado das coisas que o amedrontam. Tecnicamente, trabalhei muito a sutileza. O pequeno gesto. Durante a atuação trabalhei sem temer que Martin se tornasse excessivamente sensível em sua intimidade, acreditando que essa ‘sinceridade” o tornasse ainda mais carismático. Isso era algo que era indispensável ao personagem.
Continue lendo a entrevista aqui, no Cine Pipoca Cult...

Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual, que anteriormente conquistou o título de Namoradinho do Público em Berlim, tem Buenos Aires no nome, mas aborda um tema que serviria para qualquer outra cidade grande do mundo. Se a história se passasse em outras metrópoles como São Paulo, ou Nova York, não mudaria a abrangência universal do tema, que é o abismo criado pela vida digital vivida por grande parte da população hoje, que paradoxalmente, mais distancia do que aproxima pessoas.

Nas palavras do diretor Gustavo Taretto, "Medianeras é o resultado de várias ideias, que em algum momento -- que eu nem sei dizer qual -- começaram a se unir. A maioria delas é o resultado de minhas observações e da minha curiosidade sobre Buenos Aires e seus habitantes que muitas vezes vivem suas vidas mais na internet do que fora dela".

Medianeras, dia 02 de setembro nos cinemas!

26 de ago. de 2011

Saiba onde assistir aos filmes da Imovision



Referente  a  semana  de  02 a 08 de setembro 

O Pequeno Nicolau
Cine Jóia, no Rio de Janeiro

Incêndios
Cinemark Tatuapé, em São Paulo
Cinemark Guarulhos, em Guarulhos
Estação Sesc Botafogo, no Rio de Janeiro
Estação Sesc Laura Alvim, no no Rio de Janeiro
Cine Majestic, em Goiânia

Tetro
Cinemark Palmas, no Tocantins

Cópia Fiel
Cinemateca Paulo Amorim, em Porto Alegre
Cine Volta Gacemis, no Rio de Janeiro

Homens e Deuses
Cinema da UFBA, em Salvador
Cine Metropolis, em Vitória

Como Arrasar um Coração
Uziminas Belas Artes, em Belo Horizonte

Vicere
Cinemark, em Natal

Instituto NT de Cinema, em Porto Alegre

Reserva Cultural, em São Paulo
Cinemas Topazio, em Campinas
Estação Sesc Barra Point, no Rio de Janeiro
Estação Sesc Laura Alvim, no Rio de Janeiro
Cine Com Tur, em Londrina

Cine Segal, em São Paulo
Cinemark Santa Cruz, em São Paulo
Estação Sesc Laura Alvim, no Rio de Janeiro
Estação Sesc Botafogo, no Rio de Janeiro
Cinemark Barra Shopping, em Porto Alegre
Cinemark, em Salvador
Cine XIV, em Salvador
Cinema Playarte, em Manaus

Evento na Prefeitura de Santos
Espaço Sesc Botafogo, no Rio de Janeiro
Cinemateca Paulo Amorim, em Porto Alegre
Unibanco Arteplex, em Curitiba (pré-estreia 03/09)
Fundação Joaquim Nabuco, no Recife

Vejo Você no Próximo Verão
Cinema do Museu, em Salvador
Cine Vivo, em Salvador

Mamute
Estação Botafogo, no Rio de Janeiro
Cine Guion no Rio de Janeiro
Cine Vivo, em Salvador
Cine Batel, em Curitiba

Vênus Negra 
Instituto NT de Cinema, em Porto Alegre
Cine XIV, em Salvador

Esses Amores
Cine Lumiere, em São Paulo
Playarte Bristol, em São Paulo
Espaço Unibanco Pompéia, em São Paulo
Reserva Cultural, em São Paulo 
Espaço Unibanco Augusta, em São Paulo
Estação Vivo Gávea 4, no Rio de Janeiro 
Estação Barra Point, no Rio de Janeiro   
Estação Ipanema, no Rio de Janeiro 
Espaço de Cinema, no Rio de Janeiro
Unibanco Arteplex, em Porto Alegre 


Medianeras
Reserva Cultural, em São Paulo
Cine Lumière UOL, em São Paulo
Unibanco Arteplex, em São Paulo
Unibanco Arteplex, no Rio de Janeiro
Estação Ipanema, no Rio de Janeiro
Unibanco Arteplex, em Porto Alegre
GNC Moinhos, em Porto Alegre
Cinema da UFBA, em Salvador

15 de ago. de 2011

"Medianeras" é o grande vencedor estrangeiro do 39º Festival de Gramado

A cerimônia de encerramento do Festival de Gramado 2011 aconteceu sábado, 13 de agosto, e consequentemente a entrega dos troféus Kikitos aos vencedores também.

É com muita satisfação que anunciamos que “Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual” levou três prêmios, mais do que merecidos, das categorias as quais concorreu: Melhor longa-metragem estrangeiro, prêmio do júri popular, e ainda Gustavo Taretto dividiu o prêmio de melhor diretor com o mexicano Sebastián Hiriart, diretor de “A Tiro de Piedra”, exibido na noite seguinte da exibição de "Medianeras".
Dos nacionais, foram destaques Uma Longa Viagem, de Lucia Murat que levou prêmio de melhor filme nacional, melhor ator para Caio Blat, melhor direção de arte, prêmio do Júri popular e prêmio estudantil; e o longa Riscado, de Gustavo Pizzi que levou o prêmio de melhor diretor, melhor atriz para Karine Telles, melhor roteiro, melhor trilha musical, e prêmio da crítica. (Confira aqui a lista oficial dos vencedores do 39º Festival de Gramado)
Jean Thomas Bernardini recebe de Fernanda Moro o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro - Júri Popular por "Medianeras", de Gustavo Taretto
“Medianeras é um estudo sobre o amor na era digital. Um rapaz, designer de websites, e uma garota, projetista de vitrines, são vizinhos, mas não se conhecem. É o mundo da moderna Buenos Aires, impessoal, digitalizada, cruel como qualquer grande cidade moderna. O tom é de uma comédia romântica contemporânea, ágil, à la Tom Tykwer, o alemão de Corra, Lola, Corra. Quer dizer, formalmente cheio de esquemas espertos [...]O filme vê-se bem, passa rápido, e a dupla de atores tem carisma.” Luiz Zanin, crítico de cinema, em sua coluna no Estadão sobre o filme argentino exibido no Festival de Gramado 2011.
Javier Drolas, protagonista de Medianeras, no 39º Festival de Gramado
Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual, que anteriormente conquistou o título de Namoradinho do Público em Berlim, tem Buenos Aires no nome, mas aborda um tema que serviria para qualquer outra cidade grande do mundo. Se a história se passasse em outras metrópoles como São Paulo, ou Nova York, não mudaria a abrangência universal do tema, que é o abismo criado pela vida digital vivida por grande parte da população hoje, que paradoxalmente, mais distancia do que aproxima pessoas.

Nas palavras do diretor Gustavo Taretto, "Medianeras é o resultado de várias ideias, que em algum momento -- que eu nem sei dizer qual -- começaram a se unir. A maioria delas é o resultado de minhas observações e da minha curiosidade sobre Buenos Aires e seus habitantes que muitas vezes vivem suas vidas mais na internet do que fora dela".

Confira o trailer de Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual, que tem data prevista de estreia para 2 de setembro nos cinemas brasileiros.

Siga as redes de "Medianeras" no Twitter e Facebook e acompanhe as novidades desse novo sucesso do cinema argentino.



8 de ago. de 2011

"Medianeras" é sucesso em sua primeira exibição no 39º Festival de Gramado

A edição do Festival de Gramado que começou sexta-feira, dia 5, segue até o dia 13 de agosto, conta com 180 longas-metragens e 323 curtas, sendo eles 48 curtas regionais na Mostra Gaúcha, e sete filmes estrangeiros, que concorrerão ao Kikito, troféu símbolo da cidade de Gramado entregue aos filmes vencedores do evento.
Javier Drolas na coletiva de imprensa e tapete vermelho na exibição de Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual, exibido no 39º Festival de Gramado.
Um ponto interessante a ser destacado sobre Gramado é a descentralização dos festivais considerados de grande importância de cinema no circuito de São Paulo e Rio de Janeiro, Brasília e Paulínia, e se estabelecer como festival importante no sul do país, valorizando também seus realizadores regionais.

Dentre os sete filmes estrangeiros o grande destaque, sucesso de crítica e aplaudido após a exibição, foi o argentino Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual com a presença do ator Javier Drolas (o solitário Martín, protagonista do longa). 

Medianeras, termo utilizado para denominar a fachada sem janelas de dois prédios, um de frente para o outro. Um espaço vazio entre dois prédios, uma analogia sobre a solidão num tempo em que tudo está próximo e conectado (devido a internet) mas ao mesmo tempo cria abismos entre a relação das pessoas no mundo real, off-line.

O filme gerou uma série de boas críticas, e nos chamou atenção mais uma vez para o cinema argentino que depois de ter surpreendido com a comédia de humor negro O Homem ao Lado de Mariano Cohn e Gastón Duprat, nos deslumbra novamente com Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual que, assim como O Homem ao Lado, utiliza de uma universo simplista para abordar um tema universal e atual.
Martin e Mariana: A cidade que os une é a mesma que os separa.

Medianeras será lançado pela Imovision e tem data de estreia prevista para 2 de setembro nos cinemas brasileiros. O filme que ganhou do Prêmio de Público da Mostra Panorama do Festival de Berlim, como definiu o crítico Luiz Carlos Merten no Estado de São Paulo, "é encantador".

Siga os perfis de Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual  no Twitter e Facebook e acompanhe uma série de novidades que divulgaremos até a estreia.

13 de jul. de 2011

E como fica o amor, nas relações virtuais no século XXI?

Em 2011, século XXI, o conceito de amor, tão mutável e ao mesmo tempo conservador, pode  ter (e claramente teve) mudado um pouco, assim como muitos conceitos que foram se adaptando ao nosso dia-a-dia moderno.
Ah, o amor! O conceito de amor foi aprimorado durante as décadas até chegar a algo como “amor livre” implementado em meados de 60/70, movimento hippie, peace and love, etc. Isso muito mais promoveu a emancipação da mulher em relação ao conservadorismo sexual que viveram até esse ponto do que a emancipação do “amor” em si, já que agora o “amor livre” possibilitava que as mulheres (assim como os homens) compreendessem esse amor descolado como experiência de prazer e uma possível liberdade. 

Com isso, tudo que pudemos ver de mudança no conceito de amor foi nenhuma, pois as pessoas continuaram (e continuam) colocando o amor como instituição obrigatória, separando “amor carnal” de “amor espiritual”, e este se colocando como algo hipostático, fundido com algo que vai além de nossa razão, algo que vem “da alma”, não como uma intervenção cultural.

As pessoas costumam elevar o amor à um patamar aurático, divino, como a única verdade e última pureza existente em um mundo corrompido por pessoas ruins. Pessoas estas que vivenciam esse amor. Um pouco irônico, e controverso...

A verdade é que temos medo do amor, medo de nossos próprios corpos, corpos que não conseguimos muitas vezes controlar, e o discurso romântico durante muito tempo esteve ali para justificar o “amor carnal” que muitas vezes as pessoas evitam pronunciar que “sentem”.

Isso é completamente cultural. Esse discurso vem das antigas instituições controladoras do estado (a igreja), que tomavam conta da ideologia, que hoje é mediada pelas mídias de massa e principalmente pelas relações virtuais, que naturalizam o artificial e sustentam o discurso romântico. O que antes era feito por troca de cartas é ampliado no cenário dos chats, msn, facebook, twitter, e toda e qualquer outra plataforma de relações virtuais que poderão vir a existir.

O conceito de amor é transitório: muda de acordo com o que a modernização demanda, e o meio pelo qual estabelecemos nossa relação com o corpo do outro.

“Quem precisa de cupido quando se tem internet? [...] Amor é a da morte da libido pelo triunfo do discurso”, reflete Marcia Tiburi sobre o “amor digital”.

O amor, que cruamente falando é o desejo pelo corpo do outro, é abstraído do corpo e pode (e é e muito) idealizado. Sendo assim o “amor digital” é o melhor jeito de sustentar a idealização nos dias de hoje, já que todos as fendas causadas pelo medo que temos do contato físico é suprido pela possibilidade de moldar-se da maneira que quiser por trás de seus perfis nas redes sociais.

A vida digital nos proporciona uma comodidade, como é retratado em "Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual": Mariana (Pilar López de Ayala), e Martin (Javier Drolas) vivem na mesma cidade, na mesma quadra, em apartamentos um de frente para o outro, mas nunca conseguem se encontrar. Eles se cruzam sem saber da existência do outro. Ela sobe as escadas, ele desce as escadas; ela entra no ônibus, ele sai do ônibus. Eles frequentam a mesma videolocadora, sempre com um stand de filmes os separando. Eles sentam na mesma fileira em um cinema, mas não se veem na sala escura.

A cidade que os coloca juntos é a mesma que os separa, e a vida digital que Martin e Mariana levam contribui para isso. Se olharmos de fora, nada lhes falta, mas mesmo assim nunca parece suficiente, é melancólico, pois pouquíssimo investimento libidinal é feito nas relações virtuais, se não nenhum. Falo e não faço, economizo tempo e evito o sofrimento emocional, mas acabo apático por não conseguir me relacionar com o mundo real.

Há uma supervalorização do amor, e há o pensamento assustador que sem amor ninguém pode viver, alimentado pelas mídias, pelas musicas, pelos poetas, por nossos pais, por nós mesmos principalmente.

É aquilo que liga nosso corpo à nossa linguagem, e falando em linguagem, vale lembrar o símbolo mais utilizado para representar o amor, que é o coração. A partir daí podemos claramente ver à que esse “sentimento” foi remetido desde muito tempo atrás até agora.

O computador aparecendo como extensão de nosso cérebro, o amor virtual aparece e acontece! E nos mostra o quanto adotamos e vivemos esse (pré) conceito de amor mesmo sem estabelecer um elo físico, praticando um amor sem o ato em si. Um amor sem corpo.

Portanto, não chego a nenhuma conclusão, apenas que é necessário desatar a ideia da supervalorização do conceito de amor; desvinculá-lo de seu símbolo historicamente mais utilizado que é o coração (eternamente   associado como o mais vital órgão do corpo humano) para podermos enxergar que além da emoção, existe a razão (e o órgão mais vital do corpo humano é o cérebro, porque de nada adianta um coração pulsante numa morte cerebral).
O ideal seria encontrar um equilíbrio entre as relações virtuais e um desprendimento desse conceito de amor espiritual, até porque a ideia de "encontrar alguém" causa certa pressão nas pessoas que tem mais dificuldade de se relacionar e as leva a viver uma vida inteiramente virtual.

“Todos os edifícios, absolutamente todos, têm um lado inútil, imprestável. Que não dá nem para a frente, nem para os fundos: a medianera.” E é nela que precisamos abrir um espaço e deixar que o sol e todas as outras coisas as quais não damos abertura, ou que não preenchem espaço algum em nossas vidas porque não temos tempo ou coragem de tentar vivenciar, fazer parte de nossa rotina e quem sabe encontrar alguém ou algo que independente de qualquer instituição nos faça bem, e feliz.

"Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual" estreia dia 02 de setembro nos cinemas brasileiros.
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18 de fev. de 2011

Novas aquisições da Imovision





BERLIN

Pina 3D
Um filme para Pina Bausch por Win Wenders
Alemanhã; Cor; 3D
Seleção oficial, Festival de Berlim

Um filme de Win Wenders o aclamado diretor dos premiados ‘Paris, Texas’, ‘Asas do Desejo’ e ‘Buena Vista Social Club’.

PINA é um longa-metragem de dança em 3D estrelando a única e inspiradora arte da inigualável coreógrafa alemã, Pina Bausch, que faleceu em 2009.

O filme leva o espectador em uma sensual e deslumbrante jornada de descoberta em outra dimensão: direto do palco, seguindo os dançarinos para fora do teatro navegando pelas ruas da cidade de Wuppertal, local que serviu de lar para toda criação artistica de Pina.

Nader e Simin
Um filme de ASGHAR FARHADI (Procurando Elly)
Irã; cor; Drama
Competição, Festival de Berlim

Quando sua esposa o abandona, Nader contrata uma jovem mulher para cuidar de seu pai. Mas ele não sabe que sua nova funcionária além de estar grávida, também está trabalhando sem a permissão do marido.
Logo, Nader se encontra envolvido em uma rede de mentiras, manipulações e confrontos públicos.

MEDIANERAS – Buenos Aires na era do amor virtual
Um filme de Gustavo Taretto
Argentina; Cor; Romance
Panorama, Festival de Berlim

Martin é um fóbico em processo de reabilitação. Aos poucos ele consegue sair do isolamento de seu pequeno apartamento e sua rotina virtual. Ele é um web designer. Mariana acaba de terminar um relacionamento de muitos anos. Sua vida está uma bagunça assim como seu apartamento.

Martin e Mariana vivem na mesma rua, em edifícios opostos, mas eles nunca se conheceram. Eles andam pelos mesmos lugares mas nunca notaram um ao outro.

Quais são as chances deles se conhecerem em uma cidade de três milhões de habitantes? O que os separa, irá uni-los.

Se não nós, quem (If Not us, Who)
Um filme de Andres Veiel
Alemanha; cor; Político
Competição, Festival de Berlim

O descontentamento com o mundo tem seus efeitos sobre a apaixonante história de amor entre Bernward Vesper e Gudrun Ensslin, dois ativistas políticos do inicio dos anos 60, filhos de pais com papéis importantes no governo de Hitler.

Baseado na história real e emocionante da era mais explosiva em toda a história da humanidade.

Criança da Meia Noite (The Moon Child)
Um filme de Delphine Gleize
França; cor; Drama

Romain é uma “Criança da Meia Noite”, afetado desde o nascimento por uma rara deficiência genética que o torna incapaz de se expor à luz do dia. Desde a infância ele veio sendo tratado por David, um dermatologista fascinado pelo caso do jovem e por quem ele desenvolveu um incomum relacionamento.

Agora, David precisa deixar o caso e não sabe como contar a Romain.
O dia da despedida se aproxima e ambos terão que passar por uma nova provação.



PÓS-PRODUÇÃO

Aquele Verão (That Summer)
Um filme de Philippe Garrel (Amantes Constantes)
França / Itália; cor
Com: Louis Garrel e Monica Bellucci

Em uma quente noite de verão, um carro esportivo colide precipitadamente em uma árvore. No ano anterior...Paul conhece o pintor Frédéric através de um amigo em comum. Frédéric vive na Itália com Angèle, a atriz pela qual Paul é apaixonado.

I Wish
Um filme de Kore-Eda Hirokazu (Ninguém Pode Saber)
Japão; cor

Koichi é um garoto de 12 anos de idade que vive em Kagoshima, no sul de Kyushu, com sua mãe e os avós aposentados. Seu irmão mais novo, Ryunosuke, vive com o pai em Hakata, norte de Kyushu. Ambos foram separados pelo divórcio dos pais.

O anuncio da construção de uma linha de trem ‘bala’ ligando as duas cidades, enche Koichi de esperança e o faz acreditar que a chegada do trem irá reunir sua família mais uma vez.

O Garoto de Bicicleta (The Kid with a Bike)
Um filme de Jean-Pierre & Luc Dardenne (A Criança)
Belgica; cor
Com: Cécile de France

Cyril, quase 12 anos de idade, tem apenas um plano: encontrar o pai que o deixou “temporariamente” em um orfanato. O destino faz com que Samantha, dona de um salão de beleza, cruze o caminho do garoto e concorde em deixá-lo ficar com ela durante os fins de semana.

Cyril não percebe o amor que Samantha sente por ele, um amor que ele precisa desesperadamente para acalmar sua raiva.


FILMANDO

Confession of a Child of the Century
Um filme de Sylvie Verheyde (Stella)
Inglaterra; cor; Romance épico
Com: Peter Doherty e Charlotte Gainsbourg
Baseado no romance de Alfred de Musset’s

As guerras napoleônicas acabaram. Octave é jovem e bonito, e ama sua namorada Elise – até que testemunha sua infidelidade. O desespero o conduz a decadência. Influenciado por seu amigo Desgenais, Octave se torna o perfeito devasso, porém esse novo estilo de vida não satisfaz a sua sede pelo absoluto.


PRÉ-PRODUÇÃO

Amour
Um filme de Michael Haneke (Violência Gratuíta; Cachê; A Fita Branca)
Com Isabelle Huppert

Um casal aposentado lida com as conseqüências das limitações da esposa após um derrame.

The End
Um filme de Abbas Kiarostami (Gosto de Cereja; Dez; Cópia Fiel)
Com: Aoi Miyazaki

Uma história de amor contemporânea no Japão dos dias de hoje.

FoxFire
Um filme de Laurent Cantet (Em Direção ao Sul; Entre os Muros da Escola)
Baseado no romance de Joyce Carol Oates.

Ambientado nos anos 50 em Nova York, o filme conta a história real da gang de jovens garotas: FoxFire.

Something in the Air
Um filme de Olivier Assayas (Clean; Carlos)

O filme segue o pós-maio de 1968 e uma juventude em tumulto no início dos anos 70, tendo como fundo a contra-cultura anglo-saxónica. Em tom mais pessoal, será dado particularmente destaque a um jovem de 17 anos, Gilles, que ambiciona ser pintor e cineasta.